quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um ensaio sobre uma profunda divagação leiga de um problema social adornado com palavras mediováigeis que significam bolhufas

Tem uma coisa que me incomoda, desde que mudei algumas opiniões minhas sobre a opinião dos outros. Qual é o sentido de apontar todos os dedos possíveis para uma pessoa, cuja opinião, vontade, credo, o que for é diferente da tua, e não fazer nada além de dizer o quão errada ela está?

Para simplificação de texto, vou chamar de BUNDA o conjunto [opinião e/ou vontade e/ou credo e/ou etc.].

Há uma quantia notável de pessoas, que agem como pequenas crianças mimadas, que batem o pé, exigindo que a BUNDA delas seja notada, sem apresentar pontos sobre a própria BUNDA, que tornariam toda e qualquer discussão mais construtiva, e fazem nada além de atacar a BUNDA dos outros com todos os contras "descobertos recentemente pela universidade de Massachussets, divulgada num blog por aí".

Não consigo mais me lembrar, de quando foi a última vez que alguém disse, tu tens razão.

Não consigo mais me lembrar também, de quando foi a última vez que eu escutei alguém dizendo que não tinha BUNDA sobre o assunto.

O fenômeno BUNDAxBUNDA vem assolando as minhas redes sociais por um tempo, lembro de que não restou pedra sobre pedra quando os ânimos se acalmaram depois de duelos intermináveis de trocas de palavras entre ateus e religiosos, em que nenhuma BUNDA foi alterada.

Não vou ser hipócrita e dizer que sempre fui tolerante, nem fodendo. Só to dizendo no momento, que aceito mais a BUNDA dos outros, ouço os conselhos, e isso tem sido um exercício de auto-construção, busco cada vez mais a verdade e a tolerância, assim como Fidel, Che, Adolfinho...